Correm os dias como se arrastam os minutos

7 11 2010

Enfrentando um fim de semana chuvoso, destes que só a entrada do verão traz para as terras do lado de cá. Penso no significado de enfrentar algo que não se pode vencer agora, mas contra se deve sempre lutar.

Nas páginas de um livro encontrei a beleza da indignação, nas flechas com que os gauleses atacavam o céu, revoltados contra os desejos de seus deuses.

Em uma música do Chico esbarro na beleza do amor e na música seguinte fico atento à beleza de estar vivo e ver a grandeza de ser humano.

Já não sei onde tropeçarei nos próximos minutos, mas isso só me leva a seguir em frente. Penso sobre como é escrever, sobre o tempo e sobre a vida.

Enquanto me escapam os segundos por entre os dedos, os uso, tanto os dedos quanto os segundos, para escrever um pouco sobre a vida.

As coisas seguem o curso que nada tem de natural. Crianças pedem caveirões de presente,mulheres saem do cinema defendendo o massacre do Carandiru e quase todos se entorpecem diante da TV.

As BRs seguem matando e a PM também. Poucos o dizem,difícil é entender como tantos se calam.

Domingo sempre é um dia complicado pra mim, acredito que talvez pela iminência da segunda e da rotina que mata, massacra e desalma.

Fico por aqui, deixo um abraços cheios de esperança para os amigos e um dedilhado instigado por Toquinho, que insiste em enfrentar a tristeza a dizer que é preciso inventar de novo o amor.

Aos amigos Ivo, Pri Piotto e Cambraia

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