Estrofes do acompanhado

12 11 2010

Sem tempo pra escrever algo meu, posto um pedaço de algo que é meu, esta em mim, mas quem escreveu foi outra pessoa, por sorte, só porque nasceu antes (o lado bom de ser ateu é não achar que vou queimar no inferno pela prepotência desta declaração)

Segue um trecho de Castro Alves:

ESTROFES DO SOLITÁRIO

Basta de covardia! A hora soa…
Voz ignota e fatídica revoa,
Que vem… Donde? De Deus.
A nova geração rompe da terra,
E, qual Minerva armada para a guerra,
Pega a espada… olha os céus.

Sim, de longe, das raias do futuro,
Parte um grito, pra – os homens surdo, obscuro
Mas para – os moços, não!
É que, em meio das lutas da cidade,
Não ouvis o clarim da Eternidade,
Que troa n’amplidão!

Quando as praias se ocultam na neblina,
E como a garça, abrindo a asa latina,
Corre a barca no mar,
Se então sem freios se despenha o norte,
É impossível – parar… volver – é morte
Só lhe resta marchar.

(…)

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2 responses

24 11 2010
Taiguara

Chorão!?

Bacana demais este blog seu, sô! Encontrei-o com auxílio das atualizações facebookianas! Xique 10!

Vou acompanhar!

Abraços!

24 11 2010
Taiguara

Ah, e outra coisa: cuidado que você vai acabar indo pro inferno com esta prepotência, hein?!

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