Poema para Chaplin

10 02 2010

Quis fazer um poema para Chaplin
E escrever um poema mudo

Mas como me calar diante deste mundo
Que você mesmo denunciou

Não falar destes tempos modernos
Onde homens aceitam se tornar maquinas
E desdenham quem não se torna uma engrenagem

Não denunciar o pequeno ditador de todos os dias
Que faz do carro seu tanque de guerra
De sua família um exército
De sua ignorância o mundo

Quando se apagam as luzes da ribalta
e já não brilham mais as telas de cinema
em um canto perdido do mundo
Uma boca muda se abre
e um garoto morre de fome

Deixo pra Chaplin um poema e uma promessa
Enquanto houver injustiça
Não faço poema mudo